Na tarde desta quarta-feira, 15, a Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), realizou um encontro com as famílias inscritas no Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA), promovido pela Superintendência de Proteção Social Especial de Alta Complexidade.
Durante a reunião, foram abordados o acolhimento das famílias, o esclarecimento de dúvidas, o fortalecimento de vínculos e o incentivo à participação no acolhimento e na reintegração de crianças e adolescentes.
A superintendente de Proteção Social Especial da Sedes, Marlucy Albuquerque, enfatizou o papel das famílias no acolhimento temporário. “Nós nos reunimos para dialogar, esclarecer dúvidas e alinhar o funcionamento do Serviço de Família Acolhedora e o apoio oferecido, considerando que se trata de vidas e histórias marcadas por vulnerabilidades. Essas famílias terão o papel de acolher temporariamente crianças, oferecendo cuidado, proteção e responsabilidade, em conjunto com a Prefeitura”, pontuou.
A psicóloga do SFA da Sedes, Mariana Cabral, destacou a confiança, a adesão e o acompanhamento contínuo. “O encontro fortaleceu a confiança das famílias e confirmou o interesse em participar do programa, que vai além do cadastro e prevê acompanhamento contínuo. A proposta também envolve as famílias no acolhimento e na reintegração, garantindo vínculos afetivos seguros para crianças e adolescentes”, ressaltou.
“Na minha infância, minha mãe acolheu uma criança, que permaneceu conosco até os 18 anos, sem ser adotada. Sempre achei isso muito triste, porque nada substitui uma família. Sou pedagoga, tenho dois filhos adolescentes e uma casa muito aberta, por isso decidi também acolher uma criança, para oferecer amor, convivência e um ambiente seguro, com o objetivo de proporcionar uma vivência familiar”, concluiu a inscrita no serviço, Mayara Silva.
Família Acolhedora
A Família Acolhedora é uma medida do Sistema Único de Assistência Social (Suas) em que crianças e adolescentes afastados temporariamente da família de origem passam a viver com outra família, por decisão judicial, recebendo cuidado individualizado e convivência familiar enquanto sua situação é definida.

